domingo, 3 de maio de 2009

DIVAGAÇÕES NOTURNAS - È hora de parar de comer “doces”!

Eu confesso que hoje eu estava sem inspiração e quase não postei nada, até que eu me recordei de um conto que li há muito anos atrás e fui buscar na internet, para utilizá-lo como fonte de inspiração, mas ao reler o dito conto percebi que não fora somente minha mente que voltou a se desenvolver, mas também minha alma, portanto vou colocar o conto na integra e depois comentá-lo:


Gandhi e o menino

Daisaku Ikeda:

-Arun Gandhi, neto de Mahatma Gandhi, e sua esposa Sunan
da [que são co-fundadores do Instituto M.K. Gandhi para a não- violência, nos Estados Unidos], compareceram ao Festival Cultural dos Jovens para a Paz Mundial realizado em Nagoya em 1998.

-Gostaria de contar uma história que ele relatou sobre sua infância:

Quando estava mais ou menos com sete ou oito anos de idade, ele morava num ashram com seu avô. Um de seus amigos era um garoto com quase a mesma idade dele e que também vivia ali com os pais. Este menino gostava muito de doces, por isso os comia em grande quantidade. Por causa disso, começaram a aparecer furúnculos em seu corpo inteiro. Por mais que seus pais ralhassem com ele para que parasse de comer doces, ele não dava ouvidos. Sempre que havia doces por perto, ele simplesmente apanhava alguns para comer quando não havia ninguém olhando.

Preocupada, a mãe do menino levou-o até Gandhi e pediu-lhe que conversasse com ele para que não comece mais doces.


Após ter ouvido a mãe, Gandhi disse:
"Por favor, volte dentro de quinze dias e eu conversarei com ele."

Perplexa, ela fez exatamente como fo
i pedido e retornou quinze dias depois. Gandhi chamou o menino num canto e não levou mais do que um minuto para conversar com ele. Isso foi o bastante. Surpreendentemente, a partir daquele momento o menino parou de comer doces.

A mãe do menino ficou confusa, imaginando que tipo de milagre Gandhi havia efetuado em seu filho. Alguns dias depois, ela foi até Gandhi perguntar o que havia acontecido. Gandhi respondeu que não havia sido um milagre. "Eu pedi para que a senhora voltasse dentro de quinze dias" disse ele, "porque eu precisava parar de comer doces durante quinze dias para poder pedir ao seu filho que parasse também". Ele havia dito isso para o menino, acrescentando ainda, qu
e não tocaria em nenhum doce até que os furúnculos sarassem e ele pudesse comer doces novamente.

Fonte: site "as mais belas histórias budistas"

Bem, não é preciso ser um grande filosofo nem um gênio para compreender o sentido desse conto, eu sei. Mas o que entra em questão é, onde e como empregá-lo de uma forma produtiva.

Normalmente quando estamos falando com nossos filhos ou qualquer pessoa que seja "subalterna" a nós (e eu me lembro de ter feito isso com ambos), costumamos utilizar o termo "faça o que eu mando, não faça o que eu faço!", mas hora bolas, como eu posso dizer a minha filha que ela deve dormir cedo, se a mesma me vê dormir tarde? Como eu posso dizer a minha assistente que ela não deve se atrasar, se todos os dias, eu chego tarde ao trabalho?


O problema é que somos "moldados" assim desde nossa infância, somos ensinados de que os nossos pais têm o poder e que seus direitos são superiores aos nossos, por que são "nossos pais". Então seguimos pelo mesmo caminho e passamos a mesma mensagem para todos ao nosso redor.


E essa relação de "vassalagem" termina por criar tiranos, pois crescemos com a idéia, que os direitos dos outros terminam, aonde os nossos começam, mas os nossos direitos não têm limite. Desse modo, formamos um grupo egoísta que preza acima de tudo pelo bem estar pessoal, e coloca em décimo lugar (se é que coloca) os direitos alheios. E nesse mundinho particular, temos uma enorme tendência, a ser algozes dos mais fracos, à medida que nós mesmos sofremos nas mãos dos mais fortes.


Então eu pergunto, nós não poderíamos tentar parar de comer doce por quinze dias? E quem sabe tentar passar a respeitar os direitos dos outros por quinze dias?

Mas não é só nesse sentido que podemos aplicar essa lição de sabedoria deixada por Ghandi.


Vejamos de outro ângulo, todo homem tem paixões e vícios, esses vícios tendem a nublar nossa mente de tal forma, que perdemos o senso critico, e assim terminamos por aceita-los como parte "intrínseca" do nosso ser, de certa forma tornamo-nos escravos de nossa própria ignorância e ego, "como um tabagista que acredita que pode parar de fumar na hora que desejar", e somente quando está totalmente dependente e submisso ao cigarro, percebe sua fraqueza (geralmente tarde demais para conseguir abandonar o vício), e ai podemos aplicar a lição ensinada por Ghandi, vamos tentar desafiar a nós mesmos, tentar abandonar nossos vícios, se não pra sermos virtuosos e iluminados, que seja por nossa felicidade e bem estar (assim como, daqueles que nos amam). Hoje eu estabeleci uma meta pessoal e pretendo cumpri-la de forma silenciosa, mas determinada. Eu não preciso provar nada a ninguém, mas preciso provar a mim mesmo que sou capaz de me superar, e de alcançar meus objetivos não importando as adversidades. Então vamos todos criar um desafio para nossas almas, comecemos com quinze dias, depois quinze meses e talvez um dia possamos nos "desafiar" por toda a vida. E assim eu encerro essa divagação "espiritualizada" deixando a seguinte frase:


"Tente mover o mundo - o primeiro passo será mover a si mesmo". (Platão)

John (que podia estar matando ou roubando, mas está aqui escrevendo no blog e pedindo humildemente a sua colaboração com esse desafio...)


Nota: visando ser facilitar o entendimento do texto (e evitando ser crucificado por algum leitor discordante e equivocado) estarei a partir de agora adicionando o significado de palavras complexas e grifando de vermelho no significado, aquele o qual eu me referia ao utilizar a palavra nos meus textos.


Ashram:

na antiga Índia era um eremitério hindu onde os sábios viviam em paz e tranqüilidade no meio da Natureza. Hoje, o termo ashram é normalmente usado para designar uma comunidade formada intencionalmente com o intuito de promover a evolução espiritual dos seus membros, freqüentemente orientado por um místico ou líder religioso.

Subalterna (de Subalterno):

adj. e s.m. Subordinado, dependente de outrem: oficial subalterno. / &151; Adj. Inferior, secundário: emprego subalterno

Vassalagem (de Vassalo):

s.m. No feudalismo, indivíduo ligado a um suserano por juramento de fé e homenagem; feudatário: os vassalos recebiam feudos de seu suserano. / Súdito de um soberano. / &151; Adj. Dependente, submisso

Tiranos (de Tirano):

s.m. Antiga. Gr. Soberano investido de poderes absolutos: Hiparco foi tirano de Atenas. / Soberano injusto, cruel: Nero tornou-se um tirano. / Pessoa que abusa de sua autoridade: os pais não se devem transformar em tiranos. / Fig. Aquilo que escraviza e tortura moralmente: o amor é um tirano dos corações.

Intrínseca (de Intrínseco):

adj. Que é próprio e essencial: qualidade intrínseca. / Que existe por si mesmo, fora de qualquer convenção: o valor intrínseco de uma moeda é o seu valor conforme o peso do metal precioso à cotação comercial. / Interior, interno. (Antôn.: extrínseco.)



4 já divagaram:

perder tempo 3 de maio de 2009 11:45  
Este comentário foi removido pelo autor.
Cláudia,  3 de maio de 2009 18:08  

Esse é o chamado falso moralismo... vc quer dar o exemplo do que é certo, mas vc nao pratica o certo.. o exemplo vem das atitudes não das palavras...vou citar alguns ex aqui que acontece a todo momento na historia da humanidade o pai que discute, xinga e bate na esposa é um péssimo exemplo para o filho , pois todo pai é um herói e modelo para seus filhos , a criança então acha certo ser como o pai e quando crescer vai querer fazer a mesma coisa. E tmb o pai que bebe, q é outro péssimo exemplo q ele vai dar para o filho não tem nem para onde ele correr e quando o filho começa a beber ele sempre reclama. Quantas e quantas pessoas torcem para o patrão despedi-la, para que possa finalmente ficar sem trabalhar e se beneficiar do bendito seguro-desemprego na verdade vc ganha o seguro mas perde o emprego. São tantos exemplos ruins que não deveríamos nem mais perguntar por que tanta violência e tanta criminalidade no mundo em que vivemos . Elas são o resultado de vários fatores é verdade, mas entre eles sem dúvida, estão os nossos exemplos sociais.” Faça o que eu digo não faça o que eu faço” E além do mais exemplos bons não nos faltam, é preciso que cada um de nós procure se focar nesses bons exemplos e segui-los,pois só assim chegarão a destinos positivos.. O respeito se conquista pelos exemplos que praticamos.

***Bjuss Sol*****

Mell Araújo 5 de maio de 2009 22:21  

Aê John!

isso mesmo... o desafio tá aceito! mas só conto o que é depois que eu conseguir fazer! rs

Vou falar sobre o texto não, pq ele já "grita" por si só...

bju

Júnior Vondrake,  8 de maio de 2009 09:47  

Preciso me encontar com Mahatma (Ghandi).

Da insenção de todos os defeitos possuo, acredito eu o da tirania.

rsrsssr..

Ah! Também sou guloso.

Quanto aos pais.

Claro.

Já viu porco dá cria a peixe?


Eu acho que não.

Tudo o que tenho a comentar a priore é que o texto é esclarecedor, sincero, insento de falso moralismo e que discorre sobre o mesmo de forma clara, sincera, singela e direta.

Ótimo texto que terá mais comentários no futuro. Preciso divagar mais, experimentar mais e postar mais sobre ele porque acredito ser uma divagação que nos acompanha no dia a dia e não de mão única com direito a um post só.

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