quinta-feira, 7 de maio de 2009

DIVAGAÇÕES NOTURNAS - Deus dará! / E se Deus não dá?


Sejam bem vindos a mais uma divagação noturna, o tema de hoje foi inspirado por um grande amigo (Júnior), que através de uma pequena conversa via MSN, me mostrou o quão conformistas, e indiferentes as pessoas podem ser, e a partir do momento em que eu aceito suas “verdades” por respeito, eu permito-me aumentar as fileiras conformistas, pois estou compactuando com tal ato. Eu vou começar esse tema com um conto que li há muito anos, infelizmente procurei a origem exata, mas não encontrei, porém não estou “conformado” e assim que encontrá-la irei postar ao fim do texto como uma errata, sem mais vamos ao conto.


Atire a vaca no precipício

Quando o Mestre e discípulo peregrinavam por distantes pastagens, certa vez foram acolhidos por uma família pobre, muito simpática, mas que vivia em condições de miséria. Embora fossem boas pessoas, seus recursos materiais eram muito limitados. Sustentavam-se graças à sua uma vaca magricela que fornecia o leite para se alimentarem e o pouco, que sobrava vendiam para ganhar uns trocos. Na hora da despedida, o discípulo com pena daquelas pessoas perguntou ao mestre se não podiam fazer nada por eles. O Mestre em sua sabedoria disse:
- Atire a vaca pelo precipício.
- Mas Mestre...
- Atire a vaca no precipício ou suma com ela! - disse o Mestre.
O discípulo, sem compreender a intenção do Mestre cumpriu seus desígnios ainda que muito contrariado. E assim a família ficou sem a vaca.
Os anos se passaram e o discípulo, cheio de remorsos pelo que fizera, não voltou a ter paz. Para se redimir e pedir perdão à família resolveu voltar àquela região. Mas para seu espanto não conseguiu reconhecer a região. Onde antes havia uma região árida, encontrou terras cultivadas. Próximo de onde era o casebre encontrou um palacete. Angustiado supôs que a família fora obrigada a vender a casa e o terreno, pois já não tinham a vaca para sobreviver. Aproximou-se da bela casa e encontrou seus proprietários na piscina, divertindo-se. Para seu espanto verificou que estas eram as mesmas pessoas que antes encontrara, agora com aparência mais saudável e feliz. Sem entender nada, o discípulo perguntou que milagre tinha ocorrido naquele lugar. Com um sorriso no rosto o pai respondeu:
- Milagre, nada! Um dia nossa vaca desapareceu. Tivemos de procurar um novo meio de subsistência. Trabalhamos muito e procuramos formas alternativas. Ao longo dos tempos fomos prosperando.
Então o Discípulo compreendeu a sabedoria do Mestre.


(fonte: site “contos e parábolas”)


Agora vimos essa no mínimo “gritante” parábola, vamos ao assunto:
É “admirável”, olharmos ao nosso redor e perceber que no mundo as pessoas simplesmente não notam que existimos, sim exceto algumas vezes para criticar ou elogiar por que estamos bem, ou mal vestidos, ou por que estamos realizando algo que de alguma maneira lhes chame a atenção por poucos segundos, mas de modo geral somos apenas sombras uns dos outros. E essa concepção de ser uma “sombra” afetou nossa cultura, religião e talvez um pouco nossa ciência. Eu costumo dizer que gosto e religião não se discutem, então prefiro ficar longe desse tema e assim evitar ter um grupo de inquisidores e exorcistas na minha porta pela manhã, mas os dedos ficam nervosos quando converso com alguém e percebo sua total incapacidade de “pensar por si mesmo”, e ai entra o nosso tema de hoje o conformismo, eu já comentei em outras divagações sobre os paradigmas emocionais e morais que nossa sociedade impõe, e hoje estou aqui para comentar sobre o paradigma racional e como ele contribui para o conformismo.

Desde que me entendo por “gente”, escuto as pessoas falarem coisas como “Ðeus sabe o que faz” ou “está nas mãos de Deus”, até ai nada errado eu também uso essas frases, mas a questão é que tem pessoas que utilizam essas frases para abster-se de uma opinião própria e muitas vezes de uma ação própria, esperando que a iniciativa seja de outros, isso quando a coisa não piora e sobra pra Deus “resolver o problema”, mas como eu havia dito o assunto não é sobre religião, até por que não só os “crentes” no Deus católico que tem esse paradigma, na verdade muitos “não-crentes” e os “devotos de fim de semana”, também estão acorrentados ao conceito de que Deus, Brahma, o destino ou qualquer outra força cósmica em que o individuo acredite, irá prover os resultados. E ai está o grande erro!
Eu conheço um pouco sobre religião e já li sobre muitas crenças, mas como eu disse não é sobre religião até por que até onde sei na maioria das religiões, o ser humano sempre, teve direito ao livre arbítrio (Livre arbítrio, ou livre alvedrio, é a crença ou doutrina filosófica que defende que o individuo tem o poder de escolher suas ações. Tal crença foi defendida como importante para o julgamento moral, por diversas autoridades religiosas, e por outro lado criticada por filósofos como Spinoza e Max). Então supondo que temos o direito de escolher quais caminhos seguir, porque raios nós fazemos questão de nos abster?
Foi-me passado um comentário absurdo, aonde o individuo afirma crer que tudo faz parte da “roda da vida” e que o ser humano não pode influenciá-la, mas muitas vezes é influenciado por ela. Eu sinceramente gostaria de perguntar a este ser “iluminado”, por que ele estuda e trabalha (se é que o faz), e em que ele baseia tal afirmativa? Como eu poderia afirmar que nada está em minhas mãos e que tudo é o destino ou está nas mãos e Deus?
Seguindo essa lógica, então ótimo, vamos todos nos sentar, e esperar a vida passar, os grãos vão se plantar, as casas vão se construir, as ciências vão se evoluir sozinhas, “Deus dará”! Mas, e se, Deus não dá?

O que mais me assusta é que a maioria das pessoas de uma forma ou de outra vive assim, elas acreditam no acaso, vivem supersticiosas, não falam de morte, pois temem que o destino escute e alguém morra, não falam em acidente, pois o destino pode trazer o acidente, aliás, tem uma superstição que os pais costumam dizer aos filhos, “filhinho não faça isso pois papai do céu castiga”, hora pra quem “acredita em Deus”, ele é um ser supremo de amor, paz e piedade, mas ai vem um pai com um tabu absurdo (e nas palavras de um amigo meu) transforma Deus em “uma velha fofoqueira, que não tem nada o que fazer e passa o dia todo castigando as pessoas pelo menor deslize”.(nota:não estou dizendo que Deus realmente é isso, apenas que é a imagem que termina sendo passada pelos pais aos filhos). Então, esse conceito faz o individuo crescer temeroso para com suas ações e acostumado a associar as conseqüências de seus atos como determinações divinas, ao passo que coisas ruins são “castigos” e coisas boas são “bênçãos”, quando na verdade, elas podem não ser nenhuma coisa nem outra, apenas conseqüências de atitudes que contribuíram para aquele evento. Como exemplo: o pai de família que sai para trabalhar e no meio do caminho é assaltado, isso não é o destino talvez uma conseqüência de nossas ações, afinal, fechamos os olhos para o crescimento da corrupção, da pobreza, da marginalidade e da violência (fatores que somados, geram um bandido novinho com um revolver calibre “38” na mão e muita vontade de usar), e se esse mesmo pai de família é atropelado por um ricaço que dirigia em alta velocidade(eu diria que não é o dia dele), mas piadas a parte, ele pode não ter culpa de ser atropelado, mas ai depende das ações de outro individuo que estava dirigindo o carro em alta velocidade, o motorista pode se chamar Daniel, Carlos, Saulo, mas com certeza ele não se chama “destino” e muito menos “castigo”, então o que nós temos que fazer é parar de colocar a culpa e a responsabilidade dos eventos que acometem nossa vida, em forças superiores e aprender a lidar com situações que são maiores do que os mesmos, aprender nos unir e debater, discutir e buscar soluções alternativas, ao menos uma vez vamos dar um descanso a essa “vaca leiteira” chamada destino e vamos nos esforçar, e trabalhar para melhorar. Eu tenho plena consciência de que não posso mudar o mundo, mas se com esse texto eu mudar a mentalidade de duas pessoas, já me dou por satisfeito, pois cada cabeça é um “mundo” e esse mundo influi em todos os outros que estão ao seu redor.
Portanto a partir de hoje, vamos cuidar para não sermos pegos pela corrente do conformismo e as desculpas do “destino”. Muito obrigado pela atenção e até as próximas divagações noturnas “se Deus permitir” e “eu quiser”.

A hora seguinte será o reflexo da hora atual.
O dia de amanhã trará os resultados do dia de hoje.
As existências futuras lhe devolverão a herança que hoje lhes entrega.
É assim que vamos construindo nossa felicidade ou a nossa desdita, de acordo com nossa livre escolha, com o nosso livre-arbítrio
(autor desconhecido)

2 já divagaram:

Júnior Vondrake,  8 de maio de 2009 08:20  

Estive divagando sobre isso.
A nível de crença pessoal eu acredito na "Roda da Vida" mas.... de forma independente de nossas ações.
Ou seja. O ciclo "nascer-crescer-mudar-ou estagnar-evelhecer-morrer" vai ser o mesmo sempre.
Até porque independente das crenças em vida a pós a morte as pessoas vêm ao mundo ou por algum propósito ou porque um casal trepou, a pessoa nasceu, logo esse indivíduo não tem proposito algum. Mas ele está lá. Vai nascer, crescer, envelhecer, e morrer. A "Roda da Vida".
Dentro desse ciclo. Acredito que todos nós fazemos por onde ou deixamos fazer por nós.
Não sei se pelo fato de eu ser ariano igual a você ou pelos ensinamentos de meu pai eu acredito que não há capacidade de existir paz sem antes a promoção da guerra. Chutar (eu disse chutar, safadinho, rsrrs) o pau da barraca. Matar pilhar, obliterar, conquistar, construir.
Esse é meu jeito de ser.
Mas o que isso tem a ver com o texto?
O humano tem o direito do lívre arbítrio. Mas não deixará legado e nem terá construído se ficar parado, se não for dono de seu "destino" e se apenas for a criatura que está dentro dessa "Roda da Vida" que se move, estagnado e apenas nascer para apodrecer.
Mas também percebo que estamos numa enorme selva, onde há os mais fortes e os mais fracos e os sobreiventes. E cada um tem seu papel nesse ciclo, podendo mudar. O forte pode ficar fraco,o fraco pode ficar forte, e o sobreivente covarde. Mas o que define na minha opinião a vida dentro do ciclo imutável é a forma de como superamos dificuldades, construímos e crescemos.
Se indivíduo forte, ficou fraco. Então lute e use sua fraqueza como forma de aprendizado par voltar a sua fortaleza. Se fraco ficou forte. Cuidado pra não se tornar arroagante por nunca ter saboreado tal tipo de pdoer, mas se não se tornou e vai saber usar tal poder, tente aprender com ele, progredir e construir nem que bons pensamentos. Se o sobrevivente se acovardou, tente pelo menos sobreviver ao dia a dia sem temeridades.
O homem é o que é porque dentro de um ciclo eterno conseguiu e consegue mudar. Consegue criar nem que para isso deva promover guerras e destruição. Porque essas guerras nada mais são que motivos de mudança. Ou nem que para isso deva sentar e conversar para analisar erros e também mudar. Porque tais análiser são também motivo de mudança.
Agora são poucos que o fazem. A maioria são gados que esperam algo de alguem (não é a tôa que existem religiões e que as mesmas prosperam tanto) e poucos se unem para que com suas mãos rodem a "Roda da Vida", influenciando a vida dos meros e réles mortias conformistas.

Rurouni Shade..,  8 de maio de 2009 22:46  

vc é o que vc é, nao importa o que pense simplesmente é.. desculpa-me as poucas palavras mas nao vejo necessidade de esta repetindo o texto e nem esta plagiando nada de ninguém. mas se vc caro amigo Jhon entender o que eu quero dizer.. entom vc vai descobrir o que eu acabo de dizer.. heheh ^^'

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